Hoje atendi uma cliente nova. Isso é sempre bem excitante.

E uma das falas dela, me impactou, e olha que não sou de me surpreender tão facilmente, procuro conter os meus julgamentos.

Não fiquem imaginando algo de outro mundo, pelo contrário, a indignação maior é justamente por ser algo bastante trivial, principalmente, entre nós mulheres.

Anos atrás, eu tinha que lidar mentalmente com essa questão, várias vezes ao dia, mesmo na maioria das vezes, nem tendo a consciência disso. Que bom que ela já chegou com essa consciência!

A jovem soltou a frase: “Eu tenho medo de ser eu mesma”. Na mesma hora, o meu corpo foi tomado por uma fraqueza e me veio uma certa tristeza.

Perguntei-me internamente: “Como assim? Isso é o que nós temos de mais precioso!”.

Mas em seguida, entrei numa sintonia de compreensão, do quanto realmente isso é bem custoso para todas(os) nós.

Envolve ter que discordar de algumas pessoas, lidar com os questionamentos de outras, ouvir críticas, não ter os comodismos de se enquadrar à maioria.

Ao passo que também, é de uma leveza libertadora, muito mais emocionante e criativo, como se permitir dançar na chuva, sem se importar com os olhares, a roupa molhada e se leva jeito para a dança, mas, a cima de tudo, se divertindo muito!

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