Participei de um workshop no último fim de semana e uma das dinâmicas foi sobre o juiz interno, aquela voz que nos impõe obrigações, restringe  a nossa liberdade e nos penaliza pelas decisões tomadas. Ele costuma ser autoritário e abusivo, acredita ser detentor da verdade, não sabe relativizar e determina um único modelo a ser seguido. Quando contrariado, é altamente opressor.

Ele é personalíssimo, cada um tem o seu, e atua de acordo com as crenças internalizadas, ao longo das vivências ou meios de convívio. Costuma tagarelar sentenças determinantes como estas: “O seu valor está diretamente relacionado ao seu extrato bancário”; “A sua aparência precisa agradar aos outros”; “Você tem que seguir o modelo familiar”… Algumas pessoas podem ter juízes mais duros e outras, mais sutis.

Se não forem contidos, eles vão nos sentenciando e aprisionando, pois são do tipo que só ouvem à acusação. No código penal deles cabe prisão perpétua e até pena de morte. O que podemos fazer é destituí-los do cargo, nomeando no lugar os nossos guias ou sábios interiores (isso é só uma nomenclatura), como mediadores, de modo a considerarem sempre a nossa humanidade, assim como a realidade e especificidade de cada contexto, procurando promover as devidas conciliações e reduzir os possíveis danos, a fim de que cada pessoa possa seguir o curso próprio da sua vida, com respeito mútuo, a si e aos outros.

6 comentários sobre “Como anda o seu juiz interno?

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