Assisti a um vídeo esta semana sobre gatilhos mentais e fiquei impressionada, pelo quanto que manipulamos e somos manipulados, incitando as inseguranças e carências humanas, para que seja tomada a decisão favorável ao maior interessado.

Você já reparou que ao quererem persuadi-lo, muitas das vezes, usam expressões como: “Só existem x número de vagas e quando acabar, você perdeu”; “Inscreva-se e fará parte deste grupo seleto”…

Preste atenção, como esses argumentos são baseados em nosso medo de escassez, necessidade de pertencimento, desejo de se sentir especial. Ativando um comportamento inconsciente, impulsivo e, na maioria das vezes, imaturo, por nos remeter às nossas vulnerabilidades e as vivências da infância, afinal de contas, atua na área mais primitiva do nosso cérebro.

Então, não se trata de um consumo consciente, você toma uma decisão que aparentemente entendendo como sendo racional, mas é simplificada por esses gatilhos.

Isso me levou a grandes reflexões sobre a forma como divulgo o meu trabalho, pois esse tipo de recurso não combina com a minha proposta de convite à ampliação da consciência, e mesmo não tendo essa intenção de me beneficiar da inconsciência das pessoas, se não prestarmos bastante atenção, acabamos adotando muitas dessas expressões por tabela, devido já estarem tão naturalizadas em nossas relações.

E quando usamos conscientemente, na maioria das vezes, é pautado também no nosso medo, do fracasso, por exemplo. Daí, apelamos. Então, o melhor é revisitar as nossas crenças e sentimentos, que habitam atrás desses mecanismos de convencimento.

Essa mesma ideia também pode ser empregada em relacionamentos amorosos, hierárquicos… Podemos nos utilizar desses “impressionadores”, nas mais variadas formas e situações, em maior ou menor escala, mas quando nos atentamos para o seu uso e suas motivações, nos desencantamos e podemos escolher privilegiar a autonomia do outro e usufruir  da nossa autoconfiança.

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